quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Devocional

Devocional: Repartir - Lucas 5: 6-7

Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes".
Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se.
Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar.

Lucas 5:5-7

Pensamento:

Estamos vivendo em nosso Brasil um momento de crise econômica. As pessoas andam apreensivas e com medo do que o futuro lhes reserva. Não é fácil diante de um cenário como este viver na prática a nossa fé em Jesus Cristo, mas é exatamente neste momento que temos de nos lembrar de onde vem o nosso socorro. 
Neste texto de Lucas, eu vejo os discípulos cansados e desanimados com o trabalho. Sem perspectivas. Eles trabalharam a noite toda e voltaram sem o resultado esperado. A ansiedade e a preocupação estão diante dos olhos destes homens pescadores. A dúvida sobre o amanhã é a certeza que lhes resta nesta hora. Mas Jesus nos ensina que quando Ele está no barco de nossa vida, a Sua Palavra nos dá a direção e a provisão.  A benção que o Senhor nos dá é tão grande que ela se estende a outras pessoas. Sejam elas da nossa casa ou a outras pessoas que também necessitem. Jesus nos abençoa e também nos ensina a abençoar, repartir com o próximo, compartilhando seu Reino que é chegado. Na crise, na adversidade, Jesus Cristo continua nos enviando seu maná. O páo diário, os peixes com fartura para nós e para outros que estão perto de nós.

Oração:

Senhor Jesus, que eu venha a confiar plenamente em Ti. Que eu aprenda a ouvir a Tua Palavra, pois ela me mostrará a direção certa, o lugar certo onde encontrarei a tua provisão para minha casa. Que eu aprenda a ser generoso, a repartir, a doar as bençãos que o Senhor tem derramado e continuará a derramar sobre a minha casa. Tira do meu coração todo sentimento de avareza ou orgulho, mas que eu seja como teus discípulos que não reteram a pesca só para si, mas, repartiram com os outros pescadores. Em nome de Jeusus. Amé!


Sandro M. Andilossi



Perfil

Sou casado e pai de dois filhos abençoados.
Pertenço a uma comunidade Batista em Curitiba - PR.
Sou formado em Gestão Administrativo pela Unipar de Cianorte - PR e 
estou graduando em Bacharel de Teologia pela Unicesumar de Maringá - PR.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Quantas mortes somos capazes de enfrentar?
coluna-morrer
Quando cristãos são batizados, eles sabem que estão morrendo para o mundo e nascendo para Jesus. Será que todo mundo entende isso? Será que aquela morte é verdadeira? Ou será que o velho homem ressuscita em pouco tempo? A morte no batismo se confirma gerando várias outras mortes no decorrer dos anos – morte de alguns sonhos que não eram os sonhos de Deus, morte da soberba, do egoísmo, dos vícios, da mentira e da falsidade. Morte do apego às coisas e às pessoas, morte da vaidade, da arrogância e da estupidez. Tantas mortes atestam o óbito verdadeiro. Mas tem gente vivendo de fachada, dizendo que o “velho eu” está morto, quando está bem vivo em suas atitudes, suas palavras e suas decisões.
Quem dá a vida pelos amigos? Quem está disposto a ter menos para que outros tenham pelo menos um pouquinho? Quem deixa de realizar seus próprios sonhos para resgatar vidas? Ou deixa sua casa e sua família para visitar os pobres, enfermos e necessitados? Quantos de fato vivem assim?
Quantas igrejas abrem suas portas para os mendigos? Quantas disponibilizam um chuveiro para um banho quente? Um prato de comida? Um assento em seu Templo para um sujo e maltrapilho? Quantos cristãos se misturam?
Quase ninguém mais quer olhar para trás e lembrar do Evangelho genuíno da renúncia, da perseguição e da dor. Pregam a teologia da Prosperidade, mas não pregam a teologia de Cristo, que fala das riquezas espirituais e não das seculares. Há uns poucos cristãos que compreendem o verdadeiro sentido Bíblico, os demais se deixaram levar pelos ventos de doutrina, de um evangelho muito cômodo, muito confortável, muito limitado ao prazer e ao bem estar de cada um.
Há poucas pregações genuínas, poucos com coragem de dizer que a morte gera a vida, que para chegar mais perto de Jesus o caminho é estreito, cheio de tribulações e perseguições. A mensagem pode ser dura a princípio, mas é cheia de esperança. O soldado vai para a guerra, mas para trazer a vitória. Porém, poucos soldados querer sujar suas fardas, e pisar na lama, e ficar longe da sua pátria. A verdade do Evangelho começa mais ou menos assim: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida” (2 Co 4:8-12)

Cris Beloni Alencar

sexta-feira, 13 de julho de 2012

CURTAS E CARAS


As vezes parece que estou numa festa de carnaval, mas estou numa programação de jovens na igreja. As vezes parece que estou entrando numa casa de shows, mas estou apenas entrando na igreja. As vezes parece que estou com mulheres vulgares, mas estou no meio das mulheres da igreja. As vezes, dentro da igreja, preciso virar o rosto, desviar a visão ou fechar os olhos para não pecar. Tudo isso pela maneira como as mulheres estão se vestindo hoje.
São shorts muito curtos, calças coladas, grandes decotes, barrigas de fora, mini saias, biquínis minúsculos e vestidos que mais parecem camisolas. Tudo isso aliado ao desejo impuro da sensualidade. Mas não basta mostrar o máximo possível do corpo, o status também está em jogo. Por isso a marca se torna o fundamental. Jovens que se importam mais com as marcas do que com o próprio corpo. Um desejo fútil de provar que podem mesmo quando não podem. Ai entram os saltos, maquiagens, jóias, bolsas e outros acessórios. E de novo, não basta vestir, é preciso aparecer. Não querem o comum ou mais barato. Mulheres estão em plena competição entre elas, e isso é vergonhoso. Quem pode mais? A que tem mais dinheiro no corpo. Quem é mais bonita? A que está mais sensual e artificial. Resumindo, roupas cada vez mais curtas e cada vez mais caras.
E a Bíblia? A vontade de Deus? Foi sendo colocada em segundo plano pelo mundo da moda. Foi sendo colocada em terceiro plano pela sensualidade. Foi sendo colocada em quarto plano pelas super marcas. foi sendo colocada em quinto plano pela disputa com as demais mulheres. Deus perdeu de longe, seu lugar no vestir das mulheres. Pensar em Deus ao escolher uma roupa? Muitas dizem que sim, mas se fosse verdade não veríamos tantas mulheres na igreja com roupas indecentes. Mas ainda bem que existem aquelas que pensam nisso. Que preferem a palavra mais do que as marcas, e principalmente, preferem mais a santidade do que a sensualidade.
2 Timóteo 2:9-10 diz:
“Da mesma forma quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças, nem ouro, nem pérolas, nem roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que professam adorar a Deus.
Então mulheres, se vistam de forma modesta. Com roupas simples, que vocês podem comprar. Não se importem com marcas e preço, isso não tem nenhum valor diante de Deus, você tem! Se vistam de forma decente guardando o corpo. Não mostre para todos aquilo que Deus preparou apenas para seu marido. Não seja pedra de tropeço. Não dê motivo para que falem mal de você. Seja decente em tudo, principalmente no vestir. Sejam discretas. Não queiram chamar a atenção com jóias, roupas e bolsas. Chamem a atenção por um comportamento humilde diante de Deus. Chamem a atenção por palavras de benção e postura de santidade. Nisso vocês serão verdadeiramente reconhecidas e valorizadas. E pra finalizar, não se encham de enfeites externos, mas de boas obras. A beleza de caráter é a que o Senhor mais aprecia! Não estou dizendo que vocês devem jogar tudo fora e viver sem tomar banho. Não estou dizendo que não devemos ter boas roupas e acessórios. Apenas peço que sonde o seu coração e pense sobre sua santidade ao se vestir.  Todo homem gosta de mulheres bem cuidadas e arrumadas. Acho que entenderam…
Pedro Pamplona

terça-feira, 5 de junho de 2012


PROCURA GRANDEZAS PARA TI?
Jeremias 45: 5a


O texto de Jeremias capítulo 45 tem apenas 05 versículos que trata especificamente de Baruque, secretário e amigo do profeta Jeremias.
Baruque significa: O abençoado.
Baruc ou Baruque ou Baruk ben Neriá. Ele não era um simples escriba, mas um sofer, um alto funcionário da administração babilônica na Judéia. Baruque teria sido um homem erudito e de família nobre, que foi secretário de Jeremias. Filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretário do profeta Jeremias (Jr 36:4). Era homem erudito, de nobre família (Jr 51:59), tendo servido fielmente ao profeta. Pelas instruções de Jeremias, escreveu Baruque as profecias daquele profeta, comunicando-as aos príncipes, governadores e ao povo. Baruque enfrenta em sua caminhada com o profeta Jeremias uma crise pessoal. Ele estava cansado de escrever as palavras do profeta enviada por Deus e o povo e seu rei não darem ouvidos a elas. Para Baruque este trabalho estava parencendo infrutífero, o resultado não aparecia, além do que ele corria risco de perder sua vida tanto pelas mãos do rei Jeoiaquim quanto pelas mãos dos babilônicos que estavam para invadir sua terra natal (Jeremias 45, 3). Em num momento de desabafo e desespero ele começa a questionar seu papel no serviço como secretário e escriba do profeta Jeremias. No versículo 5 do mesmo capítulo vemos o Senhor responder aos pensamentos de Baruque através do profeta Jeremias:
“E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda a carne, diz o SENHOR; porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores.”

Algumas lições eu aprendo sobre a vida e o ministério de Baruque:

1)  Você não é a última bolacha do pacote.
Eu sou músico e sempre servi ao Senhor com o dom que Ele me deu em sua casa. Mas um dia eu fiz a mesma indagação que Baruque: Deus, eu sou bom no que eu faço e ninguém me valoriza por isso. Eu sempre vou exercer este serviço em sua casa? È um trabalho em que eu não apareço. Estava procurando a minha grandeza pessoal e não a grandeza do meu Deus. Achava que se eu não tocasse, o louvor não fluiria, as músicas não ficariam boas. Eu adorava mais o meu dom e talento do que o dono do meu talento. Aprendi com Deus que nunca em momento algum tenho o direito de ser soberbo ou orgulhoso com o talento que ele me deu. Sou apenas instrumento e servo Dele para ser usado no serviço do seu reino. Hoje não sou músico ou cantor, sou servo e adorador do Deus altíssimo.

2)  DESCANSO? PRA QUE?
“...Estou cansado do meu gemido, e não acho descanso.”
Jeremias 45:3
 Quando me comportava como músico, só tocava com os músicos que fossem melhor do que eu, ou somente com a minha banda. Não gostava de tocar com alguém que soubesse menos do que eu ou que estava começando no ministério. Não aceitava a ideia de tocar todo domingo. Dizia aos meus líderes: Nós estamos trabalhando muito na igreja, estamos tocando quase todo fim de semana. Preciso de descanso. Meu Deus! Quanta ignorância. Quanta falta de amor e sensibilidade para com a casa de Deus. Infelizmente tive que aprender com Deus em momentos de dor o que realmente Ele espera dos seus servos. Jesus disse em João 5: 17: “Meu pai trabalha até agora e eu também.” Vejo bandas que só tocam na igreja se eles tiverem um camarim pra eles, hotel para seu descanso. Não aceitam ficar na casa dos irmãos para terem a oportunidade de compartilhar. Só se apresentam na hora em que tem que se apresentar e depois vão embora. Não tem um momento de comunhão com os irmãos. Não são servos, ainda são músicos e acham que estão emprestando para Deus seu talento.

3)  MINHA VIDA NÃO É MINHA.
“porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores.” Jeremias 45, 5b
A frase é linda, mas o conceito dela é provocador: Não mais vivo eu mas Cristo vive em mim. (Gálatas 2,20).
Este é o desafio para nós músicos e cantores que servimos a Deus com o talento que Ele nos tem dado. Deus responde as queixas de Baruque dizendo a ele que sua vida seria como despojo onde quer que ele fosse. Não teria previlégio algum por ter servido ao Senhor como escriba do profeta. Aprendo com Baruque que por ser salvo pelo Senhor já sou abençoado. O serviço que tenho exercer na casa de Deus já é uma honra para mim. E que eu sou apenas servo, escravo Dele, porém liberto para um dia reinar com Ele em glória. Minha adoração é para Ele, meu serviço é para Ele.

“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” Atos 20, 24



Sandro M. Andilossi
Maio de 2012.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“Pai” – disse Jesus na hora da morte. Tinha uma coroa de espinhos furando o Seu rosto, mas isso não O impedia de enxergar o amor de Seu Pai. Suas mãos estavam pregadas numa cruz, não podiam mais curar pessoas, mas Ele podia orar. Seus pés não podiam mais andar para alcançar o pecador. Mas isso não O impedia de orar. Seus discípulos O tinham abandonado. Ele não podia mais ensinar-lhes. Mas isso não impedia Jesus de orar.  Pr. Alejandro Bullón